terça-feira, 6 de setembro de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Home, sweet home.
foto: Once Wed.
domingo, 14 de agosto de 2011
O velho e o moço (de mim)
Quem mais vai decidir
O que é bom pra mim?
Dispenso a previsão!
É também o que eu escolhi ser
Aceito a condição
Que o acaso é amigo
Do meu coração
Quando fala comigo,
Quando eu sei ouvir...
domingo, 7 de agosto de 2011
Reflexos de domingo.
Em razão das bençãos dos deuses, haveriam roupas a lavar, almoço a preparar e visitas a fazer. Quem sabe até uma pitada de sossego e uma generosa fatia de bolo de chocolate. Ela ainda não sabia.
E enquanto o olhava dormir, apenas agradecia em silêncio. Com sorte, a sorte de viver ao seu lado se prolongaria, mesmo depois que o sol se despedisse, mesmo depois que as rugas tomasse os cantos distraídos do seu rosto.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Reflexo(s).
Vez ou outra,
invariavelmente,
imagem e reflexo se confundem
talvez não por mera transparência.
(dias sem tempo de olhar no espelho, procurar bem fundo, escrever ou entregar-se ao tédio... saudade indecisa se sim ou não. seguimos...)
Foto.
domingo, 24 de julho de 2011
Os bons morrem jovens...
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Salve, Jorge!

e eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tenham pés e não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam
E nem mesmo em pensamento
eles possam ter para me fazeram mal
Para aqueles dias que o meu silêncio fala mais do que minhas palavras, me calo no singelo aconchego de apenas um sentimento: há de se saber compreender o rumo dos dias. Porque mesmo aquelas criaturas mais fortalecidas (como se usassem as roupas e as armas de jorge), encontram o seu dia de descanso.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
20 de julho.
Hoje pensei muito sobre as amizades que foram, as que estão, as que ficam mesmo com os anos, as que por diversos motivos não vingaram, enfim... sente a vibe "tunel do tempo melancolico"? Pois é, as vezes acontece nas melhores familiares. Mas é meio bobo dizer isso em voz alta (ou em texto expresso, neste caso) mas, para todos aqueles que são, foram ou serão, de alguma forma, marcantes em minha vida, feliz dia do amigo. Para quem acha tudo isso bobagem, feliz dia do amigo e pra quem nem sabia que hoje era esse dia, feliz dia do amigo. Enfim, ultimamente tenho entendido uma coisa, dentre muitas: não se importar muito o que será, vamos aproveitar o que se tem. Por isso, coletivamente e individualmente desejo um abraço apertado a todos os meus queridos. Obrigada pela existência! Ter vocês é bom demais!
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Dengue ou Dengo: eis a questão!
Dengo
Classificação morfossintática:
- [dengo] substantivo masc singular . Sinônimos: mimo .
Dengo soa muito melhor, né?
Infelizmente a dengue foi mais rápida no gatilho!
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Das coisas mais.
Não, não me atrai. E eis que surge um fim de semana, umas madrugadas a dentro, barrigas contorcidas de risadas e um carinho evidente. Amor é o nome, cheio de recheio. E entre o soprar de velinhas, o bolo de paçoca e um ou outro beijinho, você sorri e o mundo se transforma. Danem-se os outros, o que importa é isso aqui. Meu universo particular, meu mais.
E por fim, no fim do fim realmente, a gente entende que amor bom é aquele que nasce devagarzinho e vem, com cautela, pedindo licença, sem surtos. O amor vem e se aconchega e você o abraça, sorri. Ele adentra o seu universo e fica mais velhinho, mais carinhoso, mais, muito mais.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
É amor!
Curiosamente ele bateu em sua porta e sorriu, mesmo com o mau tempo e a previsao de tempestades! Voce sorriu e o recebeu bem, sem saber exatamente quem ele era, serviu um café com sequilhos e se sentou, conversando amenidades. Pois e, é amor e voce sorriu. Mas ele se foi e voce ficou. Curiosamente algo se modificou e, de certa forma, ele tambem ficou com voce. E riu, em tom de deboche, enquanto voce fingia ainda nao acreditar.
domingo, 3 de julho de 2011
Bahea!
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Do coração pequenino.
domingo, 26 de junho de 2011
Todo são joão tem seu fim...
domingo, 19 de junho de 2011
Contagem regressiva.
Como não só de amor vive a humanidade, inicio minhas homenagens a melhor epóca do ano. São João para as minhocas do interior é como o Carnaval para os soterapolitanos. Logo, meu ano só começa em Julho!
sexta-feira, 17 de junho de 2011
All my loving... para esquentar a sexta feira.
Tomorrow I'll miss you
Remember I'll always be true
And then while I'm away
I'll write home everyday
And I'll send all my loving to you
terça-feira, 14 de junho de 2011
Não sou um livro de auto ajuda barato.
E quando recordo os cinco anos de graduação, quase dois de pós-graduação, dois de formação clinica, livros, seminarios, palestras, cursos, supervisao e tudo o mais que me aconteceu até a presente data, eu não me confundo:. Não sou um livro barato de auto-ajuda. Fato: odeio que me rotulem. Por isso insisto: psicologo não bate papo, não dá conselhos, não tem todas as respostas, não mantem a calma sempre, não está sempre do lado do paciente e decididamente: nós não trabalhamos pouco. Claro que levando em conta o contexto hospitalar (no qual trabalho), não examino, troco curativo, prescrevo, decido conduta, ou qualquer ação de qualquer profissional de saúde, mas me irrito profundamente com quem diz: você trabalha pouco. Fato: nós não trabalhamos pouco. E porque isso me incomoda? Porque é recorrente e chato. Qual minha parcela de culpa nisso enquanto profissional? Tenho o dever de informar melhor às pessoas sobre o meu trabalho e sim, concordo, tudo isso é muito da falta de informação. Mas, particularmente imagine o que é ouvir as maiores dores das pessoas, dar suporte, acolher a dor, acompanhá-las para se despedir de um parente que faleceu, ouvir, ouvir, ouvir, falar, falar, falar. Não, não reclamo, amo o que eu faço. Mas o meu trabalho é subjetivo e não estou aqui para concorrer por quem se desgasta mais.
E as vezes, quando me recordo que não sou um livro de auto ajuda barato questiono: será que é por falta ou por excesso que percebem sua presença? Atualmente, prefiro pecar pelo excesso. Enquanto isso, repito: "coloque-se no lugar dos outros", "pense na sua parcela de responsabilidade", "faça o bem". Muito melhor do que desamor. Não?
domingo, 12 de junho de 2011
O que ainda não é.
Fato: Hoje é o dia dos namorados.
Milhões de pessoas estão falando e comentando (lamentando, maldizendo, comemorando, odiando, amando) a data. Eis que sou mais uma na multidão.
A campanha “do amor” hoje vai especialmente para o que ainda não é.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
It feels like years since it's been here
Here comes the sun
Here comes the sun
And I say
It's all right
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Das coisas mais lindas.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
Não ter vergonha de ser quem você é, muda tudo na sua vida.
Não quero parecer política, mas a psicologia e o construcionismo social têm me permitido pensar em muitas coisas e é muito reconfortante encontrar uma teoria (dita científica) que acredita na idéia de que tudo que os seres humanos tacham como verdades absolutas são meras construções sociais. Não desqualifico o que se fez até hoje, mas gosto de pensar que as idéias que nos são incutidas dia a dia são fruto da sociedade em que vivemos. Exemplo: Em alguns paises, a vaca é sagrada, aqui, sua carne é alimento. É uma diferença cultural, não realidade única.
Por acaso encontrei esse video na internet e ele me fez pensar ainda mais.
Se é fácil rir porque um cara é "bichinha", ouça o que eles e elas dizem e imagine viver dessa forma. E imagine se você gostaria de se sentir assim, "errado".
"Começou aí a maior luta que eu já travei na minha vida com alguma coisa que era 'não, eu não sou, eu não quero, se eu não quiser com muita força, não vai rolar"
"Eu tinha medo de ser julgada por deus e pela minha mãe, pelo meu pai..."
"Ser homessexual é uma coisa que você é ensinado desde criança que é a pior coisa que pode te acontecer. Todo dia eu chegava no colégio e eu sabia que eu ia passar por uma tortura psicológica. Todo dia as pessoas me olhavam, falavam e me xingavam".
Não quero converter, nem poblematizar, mas algo minha mãe me ensinou muito bem: respeito às diferenças é essencial e humano. Nesses tempos de pós-modernidade, é difícil entender que enquanto uns tentam construir seu espaço no mundo, outros tentam taxá-los como "anormais" e insistem em definí-los como esquisitos apenas porque... mas porque mesmo?
"Eu queria muito que alguém tivesse chegado naquele momento e dito 'Tudo bem, André, vai dar certo. Você pode escolher o que você quiser'".
Acho incrivel que o mundo ande avançando e mude, ainda há muito trabalho pela frente, mas tais coisas me fazem acreditar que ainda tem jeito.
;)
"Acho que as pessoas podiam se preocupar muito mais em fazer o bem para a humanidade, estar feliz e ajudar o próximo do que tentar fazer um esforço de coesão para que todo mundo siga preceitos religiosos ou sociais ou alguma coisa estabelecida".
Admirável mundo novo.

Para Lea T, todo transexual enfrenta o dilema da indefinição de gênero. “É uma questão de identidade. Isso é um problema porque você não vive bem com o seu lado masculino, por isso tenta se voltar para o feminino. Tem que estudar muito, fazer muita terapia. Nós não nos aceitamos como somos embora saibamos no fundo que é só corpo. A esperança é que um dia não exista mais o homem e a mulher, só o ser”, afirma Lea
G1

Nas temporadas de primavera-verão, a passarela do Fashion Rio costuma ser tomada por modelos de corpos sarados, peles bronzeadas e cabelões esvoaçantes vestindo os biquínis e as sungas que chegarão às praias no próximo ano. Na edição do verão 2012, que começa nesta segunda-feira (30), eles ainda estarão lá. Mas o público também verá um novo conceito de beleza em alta no mundo da moda: o da androginia. G1

"Se você quer realmente conhecer alguém, não pergunte o que há entre as suas pernas", disse David ao jornal "Star". A todos que perguntam o sexo do bebê, os pais dizem que ele não será informado e se defendem: "A decisão é uma homenagem à liberdade em vez da limitação". o Globo.
Os paradigmas estão mudando, resta saber quando vão perceber...
segunda-feira, 30 de maio de 2011
"Se o amor não é uma cartela com pequenas drágeas de paz, então não existe"
"Nesta hora ninguém lembra que pessoas confundem paixão com doença, sexo com moeda, mentiras com verdades e alhos com bugalhos. Pelo contrário, nos damos conta que um dia também queremos alguém nos esperando no saguão de desembarque com as mãos trêmulas, sedentas por acalentar o espírito com um cheiro no rosto. E que,
mesmo diante da degeneração perversa do planeta,
amar ainda interessa mais".
foto: max wanger
sábado, 28 de maio de 2011
Do amor.
- e o que você faria se a pessoa que você amasse se fosse?
- você acaba se acostumando.
(...)
não sei se o mundo nasceu um pouco esquisito ou se fui eu. não sei se sou eu que vejo de outro modo ou o mundo que não repara. não importa. apenas acredito imensamente que não, é impossível não viver o amor. e não adianta tentar me convencer com comentários repletos de poucas justificativas, não me convence esse papo de "não me envolvo". não! me perdoem, acho uma tremenda bobagem, uma desculpa ou pior, medo. medo de sorrir como um(a) bobo(a) quando o telefone toca e você estava pensando nele(a) ou medo de receber um abraço que te faz desejar permanecer enquanto define o sublime significado de "paraiso".
esqueça as traições, mentiras, desculpas e enrrolações. lembre dos beijos, abraços, amassos e todos os segredinhos e carinhos que os rodeam. como não valeria a pena?
sou uma daquelas torcedoras fanáticas de romances, adoro pieguices e abraços e carinhos e beijinhos sem ter fim. e repito, não acredito em quem afirma categoricamente que amor é coisa vencida. não importa o tipo de amor que se tem. se é amor, vale a pena dar a cara pra bater, descer do salto, desconhecer-se, embriagar-se, permitir. amor não é verdade absoluta, fórmula mágica ou solução de problemas, e por outro lado, acostumar-se com a ausência massacrante do amor é como viver sem querer muito, sem desejar um dia quente na praia ou um cobertor em um dia frio. porque se viver é exclusivamente aprender a ser só, preciso de outra vida. porque nessa, desaprendi.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Décadas.
Que dizia "fé, força e coragem"
Era só o que pedia.
Então a coloquei em uma garrafa
E ela navegou por longos e longos mares
Enfrentou milhões de ressacas
Eu fiz uma prece e ela cresceu
Apareceu
Sobreviveu
Eu fiz uma prece e
Finalmente a garrafa aportou em terra firme.
Amém.
domingo, 22 de maio de 2011
Dó de quem não existe
domingo, 15 de maio de 2011
do coração!
ainda lembro do primeiro dia que - morrendo de medo de derrubá-la - a segurei no meu colo, pequeninha. ainda lembro as festas de aniversários que eu organizava como se fosse a própria promotora de eventos, e as brigas que tinhamos por qualquer bobagem, ou as casas de boneca que fazia para ela brincar e das horas fazendo dever da escola. ainda lembro daquele sentimento de irmã, mesmo que a gente não tivesse o mesmo sangue e do carinho enorme que tenho por ela e por minha mãe emprestada.
Hoje, mesmo que ela esteja maior do que eu, continua sendo minha irmãzinha do coração! parabéns :)
terça-feira, 10 de maio de 2011
utópica surpresa paulistana.
era mais fácil quando eu apenas desejava que ela fosse, porque sabia o quanto aquilo a faria feliz.
então a gente aprendeu uma boa forma de lidar com tudo isso e resistir a saudade, eu vou quando posso, ela aparece quando dá, mas sempre fica faltando um pedaço. principalmente quando eu vou pra saj nas datas comemorativas e Nil sempre espicha o olho quando o carro pára na garagem e volta e meia diz: "eu achei que Nana vinha de surpresa".
eu sei, a vida tem dessas coisas. mas tem dias que sinômino de saudade é mais chato do que sempre.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
É,
quinta-feira, 5 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
diário de bordo.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
estações
pois é, faz tempo. curioso não lembrar de contar as primaveras. pois é, fazia sol e era dia. ainda era uma criança feliz e um sentimento de grande cobiça. como um algodão doce dissolvendo bem lentamente na boca. como a açucar se transformando de saliva em saliva.
faz tempo, hoje o sol sorriu timidamente e quase não deu as caras por aqui, mas ainda sim fez-se o dia. não, não é um consolo triste viver com a chuva do tempo, mas sim um descanso para a pele.
pois é, faz um grande tempo e de tempos em tempos me lembro de contar os outonos e brindar os verões. é, eu sei, nem comento, as primaveras deram flores e o outono, seus frutos, mas você não percebeu ou fingiu que não acreditou no sabor adocicado daqueles vivos morangos? pois bem, o sol raiou e se foi, a chuva tomou a cidade e lavou os calçadões e você, distraído, fingiu que vivia a viver a vida.
pois é, faz um tempo e as estações se renovam outra vez. após a chuva, o que vem? faz tempo, mas ainda há. procure o senhor do tempo, ele certamente responderia.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
reflexos de intimidade.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Uma lindeza pra começar a semana.
Eu sempre tento virar a página sem grifar as partes importantes com alguma caneta de cor alarmante. Mesmo num amor de linhas tortas como o nosso, o fim parece um erro, como um ponto final no meio da frase.
Caras como eu.
sábado, 16 de abril de 2011
meu presente mais lindo.
"Little darling / It feels like years since it's been here / Here comes the sun / Here comes the sun / And I say / It's all right"
Presente dela que morro de saudade :)
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Aquele abraço.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Sem personagens.
domingo, 10 de abril de 2011
Domingo, dez de abril de dois mil e onze.
Ainda estou no meio do mar, ainda navegando rumo ao destino final, ansiando o grito de “Terra à vista!”. Faz muitos dias, desisti de interrogar calendários, apenas rabisco vez ou outra algumas memórias para que o marasmo não me destrua as lembranças. Já me acostumei com o balanço do mar, acho que terei dificuldades em manter o equilíbrio em terra firme. No entanto, a terra firme não me parece tão firme assim. Tsunamis, tempestades, atentados, tentativas de paz seladas com guerra, inocentes mortos, homens invadindo escolas e atirando em crianças buscando não se sabe o que, mais inocentes morrendo, sangue escorrendo por todos os lados. Ainda é difícil perceber que a terra firme anda um tanto trêmula e enquanto o barco continua no seu vai e vem sem fim, me abasteço com o sal da água e atualizo páginas repletas de “www” a fim de entender o que exatamente acontece do outro lado, nos continentes. Aqui no mar tudo continua como antes, acordo cedo, rego minhas plantas, preparo meu café, arrumo meus pratos, trabalho no convés e remo meu tédio enquanto o barco dança ao sabor do vento. Sinto saudades tuas, daqueles momentos em que rodávamos de mãos dadas e olhos fechados sentindo o zumbido da vida nos nossos ouvidos e nossas risadas se entrelaçavam intimamente. É, parece que foi ontem e sei, ando um tanto saudosista, mas é que o vai e vem do mar anda desenterrando lembranças. Outro dia me recordei daquele velho que morava na nossa rua e de um dia para o outro desapareceu. Não sei, ainda sinto saudades dele e de suas meias de bolinhas. Faz tempo. Tanto que não sei. E sinto saudades tuas aqui nesse mar. E lhe escrevo para não me perder no tempo dos dias e sinto isso aqui, olhando em frente. É como se o horizonte representasse a nossa distância e não há previsão de terra firme. O salgado da brisa toca meus lábios e eu recordo do velho, nós girando e um passado antigo. Estou no meio do mar, partindo para o horizonte, distante de você, cada vez mais entregue ao vai e vem, ainda um tanto surpresa com os últimos acontecimentos, acalentada pela brisa fresca, remando meu tédio, trabalhando aqui e ali, construindo lembranças e desenterrando outras tantas. Sigo em frente, um dia finalmente aporto em outro canto. Sinto saudades tuas, você sabe. Mas não lembro mais há quanto tempo. Sei - apenas - que sim, parti.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Espinhos do Tempo

Olá! Falta pouco para os 25 agora, alguns dias e mais um ano se completa. Assim, deve fazer um pouco mais da metade da vida que eu guardo a sete chaves um desejo tão forte que o tempo não entra em sua fortaleza. Não importa a intempérie, ele apenas se mantém ali, firme e forte, sem arredar o pé. Pois é, você deve me achar a mais tola das pessoas e por vezes, eu também me classifico como uma dessas criaturas. Mas existe um pouco daqueles olhos de esperança que aguardam ainda, ali, sentada, quieta e comportada toda uma série de acontecimentos. Não, nada muito espetacular. Apenas uma mesa posta, o jantar servido, suco fresco, conversas bobas e risadas cadenciadas. Ainda sinto falta de algo que o vazio apaga com os dias e ainda anseio por uma realidade que um dia sequer existiu. Mas, aqui, no meu canto, o coração se permite guardar a sete chaves um desejo que sua ira faz escorrer lentamente e o passar dos anos apenas prova que é melhor deixar de ser uma tola à espera e tentar ser alguém melhor a cada dia. Eu só queria que você soubesse que não é fácil e o sol me dói as vistas da mesma forma como os espinhos machucam meus dedos que procuram apenas a melhor forma de se aproximar. Infelizmente, após metade da minha vida (e um quarto da sua) vivendo esse mesmo enredo com leves toques de novidade, nossos espinhos se tornaram mais duros do que aquela facilidade que você tinha para me fazer sorrir. Pois é, eu sei, não é fácil. E hoje é mais um daqueles dias que, por mais que eu tente, um dos espinhos que você atirou se agarrou à minha pele, trazendo com ele antigas dores. Não sei se você quer mesmo saber, mas ainda guardo o meu segredo a sete chaves e meu lado não-tolo sabe, nunca será verdade. Mesmo assim, aquele lado outro ainda suspira e aguarda. Talvez um dia o segredo se despeça, mas quero apenas que você entenda: Será o melhor para todos nós.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Fina Estampa.

Não, me desculpe, querido, mas hoje não conseguiria olhar para você com aqueles olhos vazios e inexpressivos e me vestir de branco em sua homenagem. Muito menos conseguiria cavar bem aqui de dentro aquela tola maneira de sorrir, de me portar e manter as mãos sobre o colo enquanto bebo chá quente e como biscoito francês trazido não sei de onde, por não sei quem, artigo de luxo da melhor confeitaria de todas.
Não, me desculpe. Meus olhos vazios se cansaram de bater para você e suspirar com saudade das gotas de chuva a cair, do contato dos meus pés na grama fresca e orvalhada de manhãzinha. Minhas mãos não se contentam com o colo, desejam sentir a vida com aquela força absurda, com aquele sabor adocicado de primavera. Minhas mãos querem as horas e os relógios, mesmo que seja apenas para ouvir seu tic tac.
Enquanto meus olhos querem a chuva e a grama e minhas mãos anseiam pelo tic tac, meus pés se cansam mudos e saem à francesa, desapercebidos, buscando apenas aquela suave rua íngreme em que se escondem todos os prazeres, aqueles aos quais minha alma anseia e a vida posterga. Todo o meu eu não deseja nada mais do que dar adeus aos conteúdos tolos.
Por isso, me desculpe. Existe uma lógica em seguir os dias e a minha não é essa e o meu casaco não precisa necessariamente combinar com o meu tamanco, muito menos com minhas unhas. Acharia você que seria possível um dia pintá-las de vermelho? Pois bem, é isso. Não há. Ledo engano. Lhe rendo a minha paciência.
Apenas arrumo as malas e me despeço. É importante registrar: despeço-me (mais uma vez, eu sei), mas sem sair do meu canto, ainda cuido do meu gato. E então, vez por outra, hora dessas, talvez acerte na loteria e enfim, arrume uma nova questão.
Haverá um pouco de sorte e um tanto de prazer em cada gota de ação na vida e agora, é claro, existe nada mais do que olhos ansiando chuva, mãos cutucando vida e pés a caminhar por uma viela íngreme de outros daqueles sonhos coloridos e – sim, porque não? – bem mais reais do que os devaneios que me assolavam às vistas. Aqueles que me entediavam enquanto bebia chá e comia aqueles intragáveis biscoitos finos, metidos, estáticos, pouco espontâneos e nada delicados, vindos de um canto que não conheço, potencializados por pessoas com as quais não me envolvo, repleto de detalhes dos quais nunca compartilhei.
foto.domingo, 27 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
A senhora do tempo.
E porque achava que felicidade era defeito e não possibilidade, ela vivia a trancá-la em seu peito, como prendia aquele canário azul dentro de uma gaiola apertada no fundo do seu apartamento.
E porque acreditava que a vida não era nada mais do que uma grande bobagem salpicada por momentos de vã esperança, ela vivia a resmungar pelos cantos, agindo como se não houvesse mesmo sentido em abrir a gaiola, já que o seu velho canário, há muito preso por pequenos ferros, nunca bateria as próprias asas.
Ela realmente só pensava em bobagens como ele vivia lhe dizendo. Ela não sabia mesmo ver, preferindo procurar dias de chuva em meio às previsões da metereologia. Ela viva a se cercar de receios para não justificar aquela vontade de gargalhar bem forte e demonstrar ao mundo que sua felicidade não era excesso, apenas uma forma viva de demonstrar o sentido de tudo.
E porque acreditava cegamente na relatividade, não aceitava a permanência dos dias de sol, já que, sem demora, grandes tempestades e tormentas assolariam sua cidade. Ela podia até entender porque ele a deixara, porque se cansara de ouvi-la resmungando aos quatro ventos, incitando a chuva forte que batia no telhado e os trovões que lhe gelavam os ossos. Ela provocava a vida como se a intimasse constantemente para a guerra e se armava mesmo quando nenhuma nuvem escura se mostrava em toda a extensão do horizonte azul.
E por isso mesmo, o viu arrumar suas malas, seus pertences, seus livros e cd´s, o observou enquanto recolhia o shampoo anti-caspa e aquele sabonete que perfumava sua pele, aquele que ela beijava com louvor, sorrindo em meio ao aroma que sua pele exalava ainda úmida.
Ela vivia a resmungar contra a grama verde do vizinho, esquecendo-se de molhar as próprias plantas, de alimentar o seu canário trancado na gaiola de ferro que seguia com a porta aberta e ele não se despedia.
E por acreditar cegamente que a chuva era que o prendia, o canário continuava ali, batendo suas asas na apertada gaiola de ferro sem saber, ingenuamente, que a tempestade que se formou era um mérito dela, que vivia a chamar para si as piores previsões.
Ela o viu ir embora, prolongando a tempestade que a metereologia previu e aconteceu, esnobando o débil pássaro que ali permanecia, vingando a maldita felicidade com sua tristeza, já que ela estava muito bem, obrigada.
E por não acreditar em si mesma, vivia a resmungar pelos quatro cantos com saudade do seu cheiro, da sua presença e daquela forma toda dele de fazê-la sorrir em qualquer momento, com aquela deliciosa massa que ela preparava enquanto ele escolhia um vinho, das noites em que os dois conversavam no escuro, escolhendo o nome dos filhos, entrelaçando os dedos das mãos e tricotando juras de amor que ao nascer do sol se tornavam realidades apaixonadas de dias frutíferos.
E ela, por não acreditar em juras, o viu partir confirmando o que sempre soube: não o merecia, um dia o perderia e nunca mais se livraria daquela chuva maldita que o senhor do tempo avisou na TV.
Ela o viu partir e não se despediu, nem ao menos lhe disse adeus e jogou fora tudo o que lhe lembrava ele, deixando o apartamento vazio e só. Tudo o que restou nos seus metros quadrados foi ela, sua chuva e aquele pássaro burro que não sabia mais bater as próprias asas.
Então, quando mais um dia raio sem sol, ela percebeu que o pássaro se fora. E porque não acreditava mais na própria sorte, partiu caminhando a chamar o canário que finalmente encontrou sua asas.
E então, por acidente, pareceu ouvir os gritos por socorro, abrindo seu peito, segurando seu guarda-chuva até que a felicidade, sem rancor, se aproximou. Juntas dançaram uma música enquanto o objeto jazia moribundo em uma poça e os pingos de chuva molhavam sua face que, ainda assim, sorria.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Cris Guerra.
"Odeio me dar conta que no final somos felizes apenas em fotografias. Que nossos sorrisos em conjunto cabem muito bem no colorido e luminoso do papel."
Gabito Nunes.
Segunda-feira.

1 - Grupo de estudo em plena segunda-feira de manhã.
2 - Lições sobre pessoas e conteúdos.
3 - Trabalho.
4 - Coluna do Bruno Medina e seus textos divertidissimos.
5 - Coluna do Luciano Trigo e suas curiosidades sobre literatura.
6 - Texto do Luciano Trigo sobre best-sellers. Esquisito pensar que no mundo capitalista é sempre "uns com tanto, outros com tão pouco".
7 - Outro sobre Foucault. Um companheiro dos meus cinco anos de psicologia.
8 - No artigo sobre Foucault (citado acima) achei a frase de Paul Veyne: “os discursos são as lentes através das quais, a cada época, os homens perceberam todas as coisas, pensaram e agiram; elas se impõem tanto aos dominantes quanto aos dominados.” Então me sinto satisfeita porque o mundo está cada dia mais construcionista social.
9 - Discussão sobre a lei da carga horária da Psicologia.
PSI - As 30 horas interessam apenas aos psicólogos?
Rogério Giannini - Não, essa não é uma questão de caráter meramente corporativo. Quando se regula jornada está se falando de condições de trabalho. Não se trata, simplesmente, de "trabalhar menos" ou de "aumentar postos de trabalho". O fato é que há profissões nas quais o prolongamento da jornada acarreta perda da eficiência. Trabalhar mais de seis horas por dia, em condições que exigem elevada atenção intelectual, como é o caso do psicólogo, leva a isso. O que remete à questão da qualidade do serviço prestado à população. Essa qualidade precisa se manter uniforme do começo ao fi m da jornada. É por esse motivo, por sinal, que o Sistema Conselhos de Psicologia se manifesta sobre a questão. Porque é dever da entidade zelar pela qualidade no exercício da profi ssão.
10 - Por fim, eu realmente me pergunto: isso tudo ou BBB11?
(com todo o respeito à liberdade de escolha!)
sexta-feira, 18 de março de 2011
dezoito de março.
