terça-feira, 16 de novembro de 2010

up.

Acho que ando precisando de
Russell e Carl Fredricksen
(outra vez)
na minha vida.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010


Nem sempre viver foi bom.

Ela pensava sentada na sua cadeira macia com os pés confortavelmente plantados no pufe vermelho da casa.

Nem sempre amar foi doce.
Nem sempre sorrir foi verdade.
Nem sempre heróis são super.
Nem sempre continuar foi caminho.
Nem sempre suspiro é descanso.

Ela pensava, sentia, sabia, ela não era mais, ela era um pouco mais, ela não mais um tanto e outro tanto menos.

Ela sorria, mas mesmo assim...
Nem sempre palavras são simples.
Na maioria das vezes, simplicidade e intenção se desencontram.
Haveriam mistérios? Simples verdades?
Quem seria?

Nem sempre viver era bom.

Ela sabia.
E as pernas no pufe se mantinham esticadinhas, enquanto o mundo girava um bocadinho e a vida seguia mais outro tanto.

foto.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

os significados do tempo.


ela acreditava consideravelmente no poder do tempo. um dia mudaria uma vida na mesma velocidade que um ano, um segundo seria suficiente para percorrer milhões de quilômetros.
ela amava os significados do tempo.
um dia, com certeza, seria suficiente para que a dor e a delícia se misturassem por inteiro, enquanto no céu, o sol raiasse esplendoroso.

foto!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Sobre verdades (ditas e não-ditas).


"Nem sempre a verdade é necessária".

Ela pensou enquanto penteava os longos cabelos ruivos. Sentada na cama, após um dia comum, ela suspirava cansada. Seu fim de noite não havia sido dos melhores e as revelações que ouviu sequer faziam parte do seu roteiro anteriormente esperado.

Conhecer verdades tão duras eram muito diferentes de ouvi-las do protagonista delas. Saber que o fenômeno existia era muito menos dramático do olhá-lo sorrir vitorioso, bem ali, com o bafo soprando em sua cara. Tudo o que imaginava era muito diferente de conhecê-lo e ser forçosamente obrigada a apertar sua mão quando, bem da verdade, desejava socar sua cara sem dó nem piedade.

Desanimada, ela deixou a escova de lado e se deitou. Sempre acreditou na sequência dos dias e, mesmo fadada à repetição, mantinha em si uma fiel determinação em se firmar no nascer do sol e na possibilidade de novos horizontes à sua frente.

Na verdade, ela ponderou enquanto fechava os olhos:
Talvez fosse melhor encará-lo de frente e apertar sua mão. Talvez fosse necessário encará-lo nos olhos por alguns instantes e depois lhe mostrar os dentes. Talvez fosse necessário acreditar em si, já que, por hora, era difícil acreditar em qualquer outra coisa.
foto: sabino.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

voo


as vezes a vida acontece em um ritmo mais compassado do que o cerebro consegue processar. enquanto isso, vou voando por aí.

volto logo!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Quem é mais sentimental que eu?


Apesar da reportagem do Correio pegar pesado na crítica, eu não tenho nem palavras pra dizer.
O show foi sensacional desde o início. Nunca vi tanta gente reunida pra um show e nunca vi tanta ansiedade dentro de mim. Na concha, como sempre, a plateia dá um banho e quando o coro cantou "O vencedor". Porra! Foi foda. Nenhuma outra palavra definiria o momento: Foi F-O-D-A e ponto final.
Mas pior de tudo foi "Sentimental". E eu, admirada com apenas as luzes dos celulares acesas, cá no meu canto escuro, chorava sozinha.
Não me importa muito se a banda vai voltar, se o Camelo desafina, se o repertório é batido, se Los Hermanos "não disse a que veio", o que importa é o aperto no peito e as lágrimas saltando dos olhos. Porque, francamente, o que importa no fim é o que se sente.

(minha foto diz mais do que tudo)

"O quanto eu te falei?
Que isso vai mudar
Motivo eu nunca dei

Você me avisar, me ensinar

Falar do que foi pra você

Não vai me livrar de viver"