e então ela, sentindo o gosto pesaroso do sal que sufocava seus pulmões em meio ao mar revolto, se permitia momentos de calma tranquilidade enquanto sentia o corpo sendo levado boiando em meio ao turbilhão.
Cercadas por todos e tão sozinha. Rodeada de pessoas e só. Repleta de sujeitos ao seu redor, mas completamente distante.
Sua única e real companhia se exprimia pelas diversas vozes vivas no seu cérebro.
Cercada de pessoas, acompanhada unicamente pelos seus.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
enquanto sentia a chuva caindo no corpo, seus pés seguiam fora de rumo. no peito ardia um rumo certo, nas mãos acomodavam-se um mundo e nas pernas, uma calma desconhecida e nova em folha. de certo, as gotas simbolizavam tudo o que elas queriam simbolizar. de certo, os pés, o peito, as mãos e as pernas eram parte de um mundo que ela era. assim, de fato, tal dia desses ela descobriria. mas por um momento, apenas desejava que a chuva lavasse e os pés seguissem - sem querer encontrar, sem caminhos a desbravar.